quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PROFESSORA RAIKA BARRETO/1º BIMESTRE/
ALUNO:_________________________________TURMA/SÉRIE:___
LITERATURA 1º ano
Poesia Lírica:
Cantiga de amor (eu lírico masculino)
  • amor do trovador pela mulher amada.
  • mulher idealizada.
  • contemplação platônica.
  • uso de “meu senhor”.
  • sofrimento por amor.
  • vassalagem amorosa.
  • amor cortês.
  • estribilho ou refrão.
 Cantiga de Amigo  (eu lírico feminino)
  • O trovador coloca-se no lugar da mulher que sofre pelo amado que partiu.
  • mulher concreta - real.
  • conversa com a natureza.
  • popular - mulher camponesa.
  • uso do termo “amigo” =  namorado, amante, marido.
  • paralelismo e refrão.
·         11) Assinale a alternativa incorreta: 
a) Na cantiga de amigo, o “eu-lírico” feminino lamenta a ausência do amigo distante; 
b) Na cantiga de escárnio, a sátira é feita indiretamente e usam-se a ironia e as ambiguidades; 
c) Na cantiga de maldizer, o erotismo pode estar presente; 
d) Na cantiga de amor, o apelo erótico é purificado e ocorre a idealização do amor; 
e) Na cantiga de amigo, usa-se o refrão, mas não existe paralelismo.



Leia o texto para responder às questões a seguir.


A dona que eu sirvo e que muito adoro
Mostrai-ma, ai Deus! Pois vos imploro,
Senão, dai-me a morte.

Essa que é luz destes olhos meus
Por quem sempre choram, mostrai-ma, ai Deus!
Senão, dai-me a morte.

Essa que entre todas fizeste formosa,
Mostrai-ma, ai Deus! Onde vê-la eu possa,
Senão, dai-me a morte.

A que me fizestes mais que tudo amar,
Mostrai-ma onde possa com ela falar,
Senão, dai-me a morte.
              (Bernardo de Bonaval)


1)      O eu-lírico é :
(     ) masculino
(     ) feminino
2)      O eu-lírico faz um pedido. Qual?
_____________________________________________________________________________
3)      E faz o pedido a quem?
        ________________________________________________________________________________  
4)      O amor, por ser impossível, é fonte de sofrimento para o trovador. Copie um trecho da segunda estrofe em que ocorra a expressão desse sofrimento.
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5)    Assinale a alternativa incorreta: 

a) Na cantiga de amigo, o “eu-lírico” feminino lamenta a ausência do amigo distante; 
b) Na cantiga de escárnio, a sátira é feita indiretamente e usam-se a ironia e as ambiguidades; 
c) Na cantiga de maldizer, não é citado o nome da pessoa de quem e fala.
d) Na cantiga de amor, ocorre a idealização do amor; 
e) Na cantiga de amigo, usa-se o refrão e o erotismo está presente.


Trovadorismo - poesia: Cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer

A partir do século 11, e durante todo o século 12, a região da Provença, no sul da França, produziu trovadores e jograis que acabaram se espalhando por vários países da Europa. A influência da poesia provençal chega, inclusive, aos nossos dias. Esses provençais se misturariam aos jograis e menestréis galego-portugueses, dando origem às cantigas que veremos a seguir.
É também da Provença que vem o substantivo "trovador", pois lá o poeta era chamado "troubadour" (enquanto que, no norte da França, recebia o nome de "trouvère"). Nos dois casos, o radical da palavra é o mesmo, referindo-se a "trouver", ou seja, "achar". Os poetas eram aqueles que "achavam" os versos, adequando-os às melodias e formando os cantares ou cantigas.
Para fins didáticos, divide-se a lírica trovadoresca em:
1. Cantigas de amor: o trovador confessa, de maneira dolorosa, a sua angústia, nascida do amor que não encontra receptividade. O "eu lírico" desses poemas se revela, às vezes, na forma de um apelo repetitivo, no qual não há erotismo, mas amor transcendente, idealizado.
2. Cantigas de amigo: o trovador apresenta o outro lado da relação amorosa, isto é, assume um novo "eu lírico": o da mulher que, humilde e ingênua, canta, por exemplo, o desgosto de amar e, depois, ser abandonada; ou o da mulher que se apaixonou e fala à natureza, à si mesma ou a outrem sobre sua tristeza, seu ideal amoroso ou, ainda, sobre os impedimentos de ver seu amado.
3. Cantigas de escárnio e de maldizer: são poemas satíricos. Nas de escárnio, ressaltam-se a ironia e o sarcasmo. Já as de maldizer são agressivas, abertamente eróticas, a sátira é expressa de forma direta, diz o nome da pessoa a quem se dirige sem meias palavras, chegando a usar termos chulos. Escritas, às vezes, pelos mesmos autores das cantigas de amor e de amigo, revelam um terceiro "eu lírico", cuja licenciosidade se aproxima da vida das camadas sociais mais populares. 
Não podemos esquecer que todas essas cantigas eram musicadas. Os trovadores as cantavam, acompanhados de um ou vários instrumentos musicais. E, em algumas situações, elas podiam, inclusive, ser dançadas.
ATIVIDADE
IDENTIFIQUE AS CANTIGAS ABAIXO:
Ai eu coitad! E por que vi
a dona que por meu mal vi!
Ca Deus lo sabe, poila vi,
nunca já mais prazer ar vi;
ca de quantas donas eu vi,
tam bõa dona nunca vi. ______________________________________

Ai flores, ai flores do verde pinho
se sabedes novas do meu amigo,
ai deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado,
ai deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquele que mentiu do que pôs comigo,
ai deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquele que mentiu do que me há jurado
ai deus, e u é?
(...)     D. Dinis    ___________________________________________________________


Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.___________________________________

Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv[o] em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!…_____________________________________

Roi queimado morreu con amor
Em seus cantares por Sancta Maria
por ua dona que gran bem queria
e por se meter por mais trovador
porque lhela non quis [o] benfazer
fez-sel en seus cantares morrer
mas ressurgiu depois ao tercer dia!_____________________________________

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